Conheça o Sweet Trust!

Já imaginou um negócio onde não existam vendedores e os clientes realizem as compras somente com base na honestidade e na confiança? Pois esse negócio já existe na Escola do Sebrae. É o “Sweet Trust”, criado pelos alunos Marcelo Carneiro, do 2º ano, e Arthur Braga, do 3º ano.

O negócio chama a atenção de quem passa pelo pátio da Escola. Sem nenhum vendedor, é apenas um estande de vendas de palha italiana, com as placas “Primeiro você pega, segundo você paga. Aproveite!” e “Sorria, você não está sendo filmado!”. O próprio cliente escolhe o produto (palha italiana tradicional, de leite ninho ou de morango, no valor de R$3 reais), deixa o dinheiro na caixinha, e recolhe o troco, se for necessário. Não tem vendedor, não tem ninguém para vigiar, todo o processo de compra é baseado na confiança.

Como surgiu?

A ideia de negócio foi do aluno do Marcelo Carneiro, que buscava uma forma de obter renda, mas não podia vender diretamente produtos na Escola. “Queria uma forma de ganhar dinheiro, mesmo eu não estando lá presente”, relembra. Foi então que surgiu a ideia do Sweet Trust, e, com o apoio do aluno Arthur Braga, que desenvolveu a arte do estande, o negócio tomou forma. “É muito interessante, pois são os próprios clientes que trabalham para a gente”, conta.

Mas, muito além de ser uma forma de ganhar dinheiro, o negócio carrega um grande propósito: estimular a honestidade e mostrar que é possível acreditar nas pessoas.

“O cliente não compra só uma palha italiana. Ele compra uma dose diária de honestidade. É uma forma de gerar uma reflexão e agregar muito valor ao meio que a gente vive”, destacam os jovens.

O negócio desperta a curiosidade e faz sucesso entre os alunos, professores e pessoas que circulam pelo pátio. Os jovens contam que, diariamente, fazem o controle de estoque e, uma vez por semana, fazem o controle de fluxo de caixa. “A maioria das pessoas pagam corretamente, algumas poucas não pagam, outras colocam dinheiro a mais. No fim, conseguimos ter um equilíbrio nas contas”, contam.

A ideia dos jovens é levar o projeto para outras escolas. “Queremos estimular outros jovens a terem o primeiro contato com o empreendedorismo, pois sabemos que muitas escolas não propiciam isso. Além disso, estimular a relação com o dinheiro, a educação financeira, principalmente entre jovens de escolas públicas é muito importante”, explicam.

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